jeudi 12 avril 2012

"Imagina nós os dois, eu e tu, daqui a alguns anos, a morar juntos. Não precisaríamos de ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. Seriamos felizes. Fotos de nós os dois estariam espalhadas pela casa. Fotos tuas no meu quarto, fotos minhas no teu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples facto de eu te querer por perto, e de tu me quereres também. Pelo simples facto do teu quarto estar desarrumado de mais e a minha cama ser perfeita para nós os dois. Eu teria medo do escuro, sem ti. E andaria apenas com roupas íntimas, e tu fingirias não te importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de ti, correria pela casa, a rir, com o comando da televisão na mão, só para tu não mudares de canal. E tu pegarias em mim, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constrangir. Os nossos sábados á noite seriam nostálgicos, veriamos todos os tipos de filme, atiraríamos pipocas um ao outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e tu te ririas de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Tu não te importarias com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo teu quarto. Eu não me importaria com a tua desarrumação diária, nem com a tua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na varanda do nosso apartamento no 3º andar, a beber coca-cola e a cantar músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. As tuas amigas viriam visitar-te, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e tu vires dormir comigo, e perguntares se eu tinha estado a chorar. Eu negaria. Tu acreditarias. Acordar-me-ias a meio da noite, para contar um sonho que tiveste. E nós riríamos juntos. Acordar-me-ias com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado subtil de amor na porta do frigorífico antes de sair segunda de manhã para visitar os meus pais. Poderíamos até ter um cão. Poderíamos juntos, levá-lo a passear. E tu decidirias pintar a casa, que ficaria vazia, apenas com nós os dois e o nosso cão . Deitaríamos-nos no chão, e eu perguntaria em que é que tu estarias a pensar . Tu mentirias e perguntavas me o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todos os dias de manhã, enquanto tu irias para o teu trabalho de meio turno numa empresa de sucesso.Tu amar-me-ias, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estar-me-ia a formar , e tu estarias no topo da carreira. E tu levarias-me a jantar e me pedirias em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor."

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not even for a second would I lie to myself. too many things are missing and there's a tear in my eye. it's not a question or an answer, but it will change your mind. we'll be the same tomorrow, we're dancin' as we borrow and sing a song for sorrow